Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça: – Deixe-me contar-lhe uma história…

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que “aprontaram” tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram… Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo… É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos.

E o avô continuou: – É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.

Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.

Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

– Qual deles vence, vovô?

O avô sorriu e respondeu baixinho:

-Aquele que eu alimento mais freqüentemente.

Que tal aprender a controlar a sua raiva, os seus “lobos” internos? Algumas idéias para isso…

A raiva, a explosão emocional, a irritação – todas são reações emocionais altamente negativas que, possivelmente, pode lhe servir de alívio para alguma situação ou cansaço, mas pode, também, ter efeitos prejudiciais à sua saúde e à sua personalidade.

Essas reações emocionais negativas podem se tornar habituais em sua vida se você “alimentá-las” constantemente conforme mostrou bem a história acima. Essas emocionais podem prejudicar suas condições de enfrentar as situações objetivamente, dificultando que faça suas análises das situações, seus julgamentos lógicos e prejudicando em especial, suas decisões. Prejudica sua razão e faz você olhar a realidade através de uma lente desfocada, distorcida da realidade.

Reações de raiva, de explosão emocional, de irritação, etc – podem prejudicar suas relações conjugais, familiares, sociais e no trabalho. Pode levá-lo a ter grandes dificuldades de relacionamento no trabalho, em especial com seus subordinados, se você for um chefe, prejudicando seu desenvolvimento profissional. E pode, em especial, abalar a sua saúde: quando você fica com raiva, seu organismo responde com um aceleramento de pulsações de seu coração, com respiração rápida, com tremores ou contrações musculares, devido ao excesso de adrenalina e cortisol na sua circulação, produzidos pelas suas reações emocionais.

Se você se enraivece com freqüência, é tempo de por fim a esta forma de autodestruição. As causas ocultas da raiva são ansiedade, desapontamento, frustração, sentimento de culpa, dores físicas, insônia, fadiga e depressão. Uma situação de tensão pode provocar suas reações emocionais de raiva, de ira, de agressividade verbal ou física. Uma frustração por tentar “controlar” alguém e não ter conseguido também pode levá-lo a essas reações.

Quem conta isso é o professor Jean Rosenbaum, presidente da Associação dos psicanalistas do Novo México, nos Estados Unidos. Diz ele que “aprender a reconhecer as causas ocultas é o primeiro passo para controlar a raiva”. Muita gente reluta em admitir, mesmo de si para si, que eles próprios é que provocam sua raiva. É muito fácil responsabilizar alguém ou alguma situação.

Muitas vezes, para tentar justificar uma sensação de impotência e insuficiência diante da raiva, da ira, da explosão emocional, costumamos dizer: “Estou com raiva de fulano ou beltrano”, quando na realidade deveríamos dizer: “Estou com raiva de mim mesmo por não ter condições de evitar esta situação ou de resolver este problema”.

Uma vez que você localize a causa, faça alguma coisa para removê-la. Se seu trabalho está lhe provocando frustração e raiva, talvez você precise trocar de emprego. Se você tem problemas de família, com seu cônjuge ou com seus filhos, talvez precise de um conselheiro familiar ou de examinar a situação sem deixar a emoção negativa dominar você.

Aprenda a entender tais sinais que possibilitam a você perceber que está à beira de uma explosão de irritação. Assim como um barulhinho estranho no motor de um carro vale por uma advertência de que há possibilidade de um enguiço ou de avaria mecânica, também estes sinais podem significar: PARE! Veja o que está havendo com sua situação emocional!

O professor Jean Rosenbaum afirma que “os sinais variam, de acordo com os casos individuais, mas incluem alguns sintomas de uma iminente explosão de raiva. O tom e o volume de sua voz podem mudar. A irritação que precede a raiva é, muitas vezes, revelada pela voz estridente e rancorosa. Procure ouvir você mesmo o tom irritadiço de sua voz. Quando você percebê-lo, aplique seus freios emocionais. Mude o tema da conversa ou pare de falar. Baixe o volume de sua voz. Pode haver uma sensação de aperto em seu corpo. Isto é um aviso de que você vai entrar em guerra. Se for possível, tente dar a volta por cima. Do contrário, procure imediatamente, “sintonizar” pensamentos agradáveis e relaxantes. Um amigo meu curou-se de suas explosões de raiva com um sistema muito simples: ele imaginava que estava sendo fotografado por uma câmara oculta. “Decidi que não seria fotografado numa atitude infantil”, diz ele. E isto deu bons resultados”.

E finalmente uma sugestão. Pergunte-se se as emoções de raiva, de ira, de explosão emocional, de irritação, de agressividade verbal, etc, apresentam algum resultado positivo, construtivo, se ajudam a resolver algum problema. Se, honestamente, você responder NÃO, então, você deve partir, firmemente, para o controle efetivo de seu gênio. Faça a sua parte, faça um esforço para controlar suas emoções!

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Autor Desconhecido