Benzimentos

Texto e imagens compilados por Beraldo Lopes Figueiredo, no site Espiritualismo.

Por Edvaldo Kulcheski

Objetos, ervas e queima de tabaco são utilizados como ferramentas de auxílio na eliminação de “miasmas”, possibilitando a revigoração e o reequilíbrio.

A partir do momento em que se confia no poder do bem, é evidente que também se deve confiar nos benzimentos. O benzedor é uma criatura que movimenta forças curadoras a favor de outra pessoa e descrer desse trabalho é o mesmo que não acreditar na positividade do bem.

Durante o benzimento, um feixe de forças é projetado sobre o paciente, dinamizado pela condição amorosa dos benzedores ao curar. Eles enfeixam as energias que flutuam nos ambientes onde atuam e os direcionam aos enfermos, cuja cura estará sujeita à sua maior ou menor receptividade psíquica. Os objetos usados neste trabalho funcionam como acumuladores ou captadores de fluidos ou forças etéreo-físicas.

Superstição?

Embora a medicina oficial considere a terapêutica do benzimento como superstição, ria verdade, ela “chicoteia” e desintegra os fluidos virulentos que nutrem os vírus de certas infecções que se alastram de forma eruptiva, como o eczema, o cobreiro e outras doenças típicas da epiderme. Sob o comando espiritual do benzedor, o duplo etérico dos vegetais tóxicos e queimantes, como a pimenta brava, por exemplo, atua no do duplo etérico da pessoa, na região do eczema, por exemplo, reajustando-o pelos impactos magnéticos. Então, extinto o terreno energético doentio que alimentava os germens infecciosos, estes desaparecem pela falta de nutrição apropriada. Após o trabalho, o benze dor determina ao paciente que enterre o galho de pimenta brava, para que descarregue no solo qualquer carga tóxica que possa ter absorvido.

Preto-Velho benzedor

O dom ou a faculdade de cura é inerente ao benzedor e a preferência por determinado objeto, erva ou gesticulação funciona como um catalizador do próprio benzimento. A utilização de certos ingredientes ou sistemas de operação varia de uma pessoa para outra. Dessa forma, encontramos um espírito que se apresenta como preto-velho e benze com galhos de arruda ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente, além de benzedeiras que usam rosários, escapulários, guias, bolsinhas de oração ou cruzam o corpo do enfermo com objetos de aço, os quais são lançados, depois, em água corrente. Há benzedores que cortam fios de linha sobre pires com água para eliminar vermes das crianças ou usam fragmentos de carvão para fazer um diagnóstico do paciente através do comportamento deles em um líquido. Nos terreiros, caboclos e pretos-velhos sopram fumaça de seus cachimbos ou charutos sobre os enfermos, o que ajuda no reequilíbrio do duplo etérico e do chakra.

Estamos impregnados por forças curativas e, assim, poderíamos operar verdadeiros milagres. Porém, para isso, necessitamos preencher algumas condições básicas: estarmos com o coração e a mente puros; termos um desejo sincero de ajudar, livre de vaidades e eqoísmos. evitarmos vícios, para não repassarmos venenos tóxicos ao paciente e, finalmente, termos fé, acreditando no que estamos fazendo.

Fonte: Revista cristã de Espiritismo nº 88 – Editora Minuano

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