Entidades castigam?

Infelizmente nos dias de hoje ainda ouvimos pessoas dizendo que o médium que abandonar o terreiro ou ainda a religião, sofrerá com castigos impostos pelas entidades, que  terá problemas de saúde ou materiais como por exemplo:

 “Está doente porque virou as costas para seus guias”

ou ainda

“iiiihhh, fulano? Não arruma mais emprego desde que saiu daqui”

Isto não é verdade…em parte!

Primeiro, deve ficar bem claro que nossos amigos espirituais ou nossos guias se preferirem, não estão aqui para julgar-nos ou condenar-nos.  Estão apenas para nos ajudar, jamais para nos castigar.  O pior que um espírito pode fazer contra alguém que se desvirtuou é afastar-se, deixando-o à própria sorte, ainda assim, isto é raro de acontecer. Nossos amigos têm uma paciência conosco que vai muito além de nossa imaginação.

Dito isto, então por que observamos vários casos de médiuns que ao se afastarem de qualquer religião espiritualista começam a apresentar algum, ou vários problemas de saúde?

Para ilustrar de um modo fácil de entender  vamos tomar o exemplo de um atleta:

Imagine um jogador de futebol, treino físico todos os dias, dieta balanceada, acompanhamento médico diário, etc… Atletas possuem um metabolismo muscular mais acelerado tendo maior capacidade de queimar calorias do que pessoas que não praticam atividades físicas regularmente, mesmo em repouso.

Aí, este atleta (jogador de futebol) se aposenta depois de 15 ou 20 anos de disciplina física diária. E é do tipo que odeia atividades físicas, ou seja, se aposenta mesmo……já imaginaram alguém assim?  O quê acontece com ele???

Vira uma BOLA!!!

Seu metabolismo está totalmente adequado a consumir e gastar uma carga calórica típica de um atleta, não de um sedentário.  Ele deveria continuar praticando exercícios todos os dias, dessa forma preservando sua musculatura e evitando um dos males comuns entre ex-atletas: a queda drástica no gasto calórico e o ganho de peso decorrente dessa redução.

O mesmo acontece com um médium!!! (não estou falando da gordura)

Sabemos que todos somos médiuns pois a mediunidade se manifesta de inúmeras formas, porém vou falar apenas da incorporação, uma das modalidades que mais mexe no corpo humano.

Desenvolver a mediunidade é desenvolver os chakras.  Uma pessoa que não incorpora possui chakras desenvolvidos o suficiente apenas para lidar com suas energias, para a manutenção de seu corpo físico.  Quando se desenvolve a incorporação, a energia que flui pelos chakras é imensamente maior do que era antes do desenvolvimento.  Você começa a lidar não apenas com suas energias mas também com as energias da entidade que comunga com você.  Ao aplicar um passe (estando incorporado) a energia da entidade é assimilada pelos seus chakras e transferida ao consulente.  Isso não seria possível sem ter seus chakras desenvolvidos.

Só que é um caminho sem volta!!!

Quando um médium desenvolve a incorporação, e trabalha ativamente por alguns ou vários anos, seus chakras estão desenvolvidos para suportarem/assimilarem uma quantidade de energia muito maior.  Inclusive, existe uma série de “procedimentos” mentais e físicos a seguir para não ter problemas com isso.

O problema é que ao decidir parar com o trabalho mediúnico, seus chakras não voltam ao estado inicial, ou seja, vão continuar captando/assimilando uma quantidade de energia que você não vai mais gastar. E aí começa todo um desequilíbrio físico/mental/astral que certamente vai trazer conseqüências; principalmente físicas.  E isto não significa qualquer forma de “castigo.”

É simplesmente uma conseqüência, muito semelhante ao exposto primeiro, no exemplo do atleta.

Por isso, a decisão de começar o desenvolvimento mediúnico é muito séria, devendo ser muito bem pensada pois é para a vida toda.  Inclusive somos contra começar o desenvolvimento mediúnico em crianças e adolescentes, pois talvez imaginem querer isso no momento, mas vão continuar querendo depois de maduros?  E ninguém pode culpá-los, suas mentes e desejos ainda estão em processo de formação.

 

O desenvolvimento mediúnico é uma decisão muito séria, não devendo jamais ser tomada baseada em empolgação, por curiosidade ou por qualquer outro motivo que não seja a vontade sincera de trabalhar para o bem!

É muito Grotesco culpar o Plano Espiritual pelas nossas decisões equivocadas.

 

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” – Albert Einstein

“Um Chakra também” – O Plano Espiritual

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2 comments

  1. Frequento um centro umbandista e estou bem. Porém, minha mãe de santo vive me colocando de “castigo” para que eu pense nas coisas “erradas” que estou fazendo.
    Às vezes, são 4 semanas sem bebidas, às vezes, ficar no local por uma, duas horas, literalmente, pensando…isso é normal? Me assusta…

    • Salve suas Forças Naninha

      Não cabe a mim julgar os procedimentos adotados pela dirigente do Centro que você frequenta.
      O que posso lhe dizer sobre esses “castigos” que você citou é que não os enxergo como castigos…
      Veja como exemplo…a dirigente de nossa Casa é médium há mais de 32 anos; dirige seu próprio Terreiro há mais de 15 anos e, desde que começou a Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola e Caboclo Tupynambá, recebeu instrução clara e inequívoca do Pai Joaquim de nunca mais colocar uma gota de álcool na boca, e assim tem procedido. A mediunidade deve ser usada, sempre que necessário, para o benefício (muitas vezes socorro) do próximo e essas “necessidades” não tem hora para acontecer, então…estar alcoolizado e precisar atender mediunicamente alguém…
      Com relação a pensar por uma, duas ou mais horas…é um privilégio! Se todo ser humano conseguisse meditar algumas horas toda semana, esse mundo estaria bem melhor.

      Abstinência alcoólica, meditação e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

      Fique na Paz de nosso Pai Oxalá

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