Mais um texto interessantíssimo do excelente livro Psicologia e Mediunidade (clique no título para baixá-lo) de Adenáuer Novaes

Qual será a influência do exercício da mediunidade durante a gravidez? Há porventura alguma contra-indicação? Por enquanto não há estudos mais profundos sobre a influência da mediunidade na gravidez e vice-versa. Há referências de aumento de sensibilidade da médium durante a gravidez.

Por tornar a mulher mais sensível emocionalmente é claro que ampliará suas capacidades intuitivas e emocionais, favorecendo o exercício da mediunidade nesse campo. Não afetará outros tipos de faculdades mediúnicas, as quais independem diretamente do estado emocional do médium.

A gravidez é um fenômeno natural na vida de uma mulher e seu organismo se prepara adequadamente para que ela ocorra.

As condições especiais de uma gestação alteram o estado de sensibilidade do organismo e, por algum motivo especial, o estado psíquico geral da mulher. Quando houver o desabrochar da mediunidade durante a gravidez, deve a mulher avaliar seu estado psíquico geral a fim de não se confundir e não prejudicar sua relação com o bebê. O exercício da mediunidade ostensiva pode contribuir para que o espírito reencarnante venha a se perturbar, principalmente se seu estado for frágil e inspire cuidados.

A gravidez não é apenas uma predisposição e interação orgânica, mas uma interação perispiritual. Além da ligação orgânica entre mãe e filho há uma ligação de natureza energética entre um perispírito e outro, que promoverá alterações significativas no modo de pensar e sentir de ambos. O fato de se tornar mãe, as alterações nas respostas culturais do meio a ela, que adota um trato especial, além dos complexos ativados pela conexão entre mãe e filho, são circunstâncias que promovem alterações no campo psíquico da mulher.

Durante a gestação não se tem idéia precisa do estado do reencarnante, como também se ele se encontra dentro ou fora do corpo em formação, muito embora sempre permaneça ligado fluidicamente a ele. Creio que quanto mais próximo ao corpo físico da mãe, mais sofrerá as influências que ela suportará no exercício da mediunidade ostensiva.

A depender do estado do reencarnante, poderá a mãe captar seus pensamentos e transmiti-los mediunicamente. Tal ocorrência não é de todo impossível, pois há espíritos que permanecem por muito tempo lúcidos durante a gestação. Mesmo em estado de hibernação, ele estará em íntima ligação mental com a mãe, partilhando pensamentos e emoções, o que favorecerá uma possível comunicação mediúnica.

A justaposição dos dois perispíritos ou a simples ligação entre eles ativará centros de forças na mãe, os quais a capacitarão a uma maior sensibilidade mediúnica. Àquelas que exercem a mediunidade com mais segurança, a gravidez tenderá a aperfeiçoar sua faculdade durante aquele período. Nem sempre a gestante se sente segura para o exercício da mediunidade ostensiva, por conta de sua maior sensibilidade e do foco maior de atenção ao seu filho e ao seu estado. Quando estiver se sentindo menos segura é mais adequado suspender temporariamente os exercícios de atividades mediúnicas mais ostensivas, principalmente o trato com espíritos mais agressivos e doentes. Após o nascimento do bebê, pode-se retornar às atividades mediúnicas normais. Outras formas de exercício mediúnico, inclusive o passe, não interferem na gravidez nem sofrem sua interferência.