Texto muito legal que nos serve de aviso.

Por Beraldo Lopes Figueiredo – do site http://www.espiritualismo.info/

Qual será o grande gênio literário da humanidade?

Certamente teríamos uma discussão sem fim. Na minha opinião, o grande gênio é aquele que consegue atravessar o tempo e sempre surpreender a humanidade com seu feito, o maior exemplo é Leonardo da Vinci, Beethoven.

Na literatura, eu me debruço sobre Miguel de Cervantes com sua obra Dom Quixote de La Mancha. Para os que não conhecem, essa obra retrata um arquétipo humano tão comum que vive e viverá sempre no meio das multidões. Dom Quixote é um sonhador, uma pessoa que vive seu sonho, seu onirismo desvairado, o idealista exacerbado, se imaginando um herói guerreiro, o cavaleiro que salvará sua doce Dulcinéia, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, ataca plantações de milho, imaginando ser um exército, ataca moinhos imaginando ser um gigante.

Quem de nós não teve um dia de Dom Quixote, sonhando, se iludindo?!?

No mundo moderno, vemos a ilusão sendo vendida a todo momento, Mas e aqueles que são realmente Dom Quixotes 24 horas por dia durante anos. Quem de nós não conhece, uma pessoa que acha que vai ficar rica, que vai ganhar na loteria, que vai encontrar o grande amor. Existe vários tipos de Dom Quixotes, aqueles que se acham evoluídos, aqueles que se acham líderes natos, porém todos sem exceção se acham injustiçados por não serem reconhecidos, por não terem a oportunidade para mostrar sua capacidade. Como tal, alguns tem alimentadores de seus sonhos, os Sanchos Panças, que concordam e contam as proezas do seu Quixote.

O pior e o melhor do Quixote, é o tipo que mente, que inventa histórias e que acredita nelas, o mais famoso da atualidade chama-se INRI CRISTO e suas Sanchas Panças.

Todo o Quixote possui uma inteligência impar, um tirocinio, um racionício rápido, são inquietos e atraem, porque aflora em seu temperamento o cheiro e a visão dos seus sonhos. Urandir, o homem que tem contato com extra-terrestres, convence fácil com sua lábia afiada, e cerca-se de Sanchos Panças.

O que seria dos Sanchos sem seus Quixotes? Uma vida tediosa, pois os Sanchos não sabem sonhar, não sabem ousar, não conhece a caminho dos desvarios e da criação, não tem capacidade de viver sua loucura. Vivem, se alimentam e se encantam com os sonhos de um Quixote.

Diria mais, o que seria do mundo sem Quixotes?

O Quixote, é aquele que acredita no seu sonho, porém os sonhos não devem substituir a vida, é preciso conhecer a fronteira sutil que separa a realidade da ilusão. O Sonho deve ser aquilo que vamos realizar, a busca, não se vive um sonho, devemos viver para realizá-lo. O quixotismo é uma doença séria.

Nos cassinos, é comum encontrarmos o Quixote, que sempre diz: -Ah! Hoje eu quebro a banca! – embora a banca já o tenha quebrado mil vezes.

No mundo dos espiritualistas, temos os misticóides, ou seja os quixotes de Deus, achando-se recebedor de mensagens divinas, quando na verdade a grande maioria são mero instrumentos do seu animismo, estes mesmos possuem Sanchos Panças por todos os lados. Terreno subjetivo a espiritualidade mistura-se verdades com grandes batalhas imaginárias à Demônios, quando na verdade são apenas moinhos de vento. Como diferenciar? – “Guardai-vos dos falsos profetas … ” – Mateus: 7:15 – Bíblia.

Um Quixote, em qualquer situação, vive a margem da realidade, e esta é dificil, árida, é para fortes. O que são os fujões imaturos da vida, senão quixotes. Jovens frágeis, que buscam nas drogas o prazer!

Já diz o dito: Viver é preciso – Preciso de precisão. A arte de viver, é a conquista do Ser Humano sobre o seu Quixote interno.

Por isso elejo, Miguel de Cervantes como o meu gênio literário.

Pensem nisso, e até a próxima.