O espelho e o curioso

Um “causo” engraçado, relatado no livro As Mirongas de Umbanda (3ª edição / 1957) escrito por Dyron Torres de Freitas e Tancredo da Silva Pinto (Umbanda Omolocô).

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Há anos, fomos convidados para uma visita a um famoso quimbandeiro do subúrbio da Central, chamado Pai Olímpio. Lá, encontramos muita gente, alvoroçada com a notícia de que Pai Olímpio mostrava em um espelho tudo o que se quisesse ver, mesmo o Diabo. Fomos atendidos pelo quimbandeiro, pagamos a consulta e entramos finalmente no consultório, onde Pai Olímpio perguntou o que se queria. O nosso amigo disse que queria ver o Diabo.

Pai Olímpio levou-o a um quarto onde sobressaía um enorme espelho, sentou o curioso numa cadeira e deixou-o com uma campainha, para ser tocada quando o Diabo aparecesse. Após alguns minutos, êle tocou a campainha. O quimbandeiro atendeu. O curioso disse que não havia visto o Diabo. Pai Olímpio, então, ordenou: “olhe para o espelho”. O rapaz olhou e ficou assombrado: “mas sou eu próprio”. Tio Olímpio encarou-o severamente e resondeu: “Pois é, o senhor é que é o diabo, que veio do Rio para estragar a minha vida”. E assim terminou a consulta…

 

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