Como sabemos, Deus, nosso Pai, é o criador único de tudo o que existe. Toda a matéria, toda a energia, todos os espíritos e tudo o mais que nossa mente conseguir entender, é obra de nosso Pai Celestial.
É fato que toda a energia e matéria criadas por Deus não estão desorganizadas no espaço de forma caótica. Porções de matéria se aglutinam formando novos elementos. Esses elementos se mantem coesos devido a energia neles contida. E tudo contém energia. Não há caos; tudo segue uma ordem e uma organização, segundo a vontade de nosso Pai.

Deus, em sua Sabedoria e Benevolência, decidiu que no processo de evolução humana, e de todos os mundos, e de todas as coisas, deve haver a cooperação entre suas criações, uma interação onde tudo e todos doem de si o melhor para o próximo, aprendendo assim o amor e seguindo sua evolução. Em outras palavras, nossa alfabetização, por exemplo, é feita por outro ser humano e não por Deus diretamente, ou seja, Nosso Pai, em sua Bondade, delega funções. Em todos os níveis da existência existe uma hierarquia onde os mais avançados podem ensinar, ajudar, guiar, dirigir e tudo o mais, aos que vem atrás. Essa é uma manifestação de amor e caridade. Assim entendemos os Anjos, os Elementais, os Espíritos Guias, os Orixás…

Em nossa humilde concepção, entendemos os Orixás como sendo emanações de Deus.

Têm diferentes frequências Vibracionais, de acordo com a energia que governam, e por isso, como também temos nossa frequência de vibração, estamos ligados aos Orixás através dela. Todos recebemos influência de todos os Orixás, porém sempre com maior afinidade com um determinado Orixá, aquele que chamamos de nosso Orixá de Cabeça.

Como já vimos anteriormente, a Umbanda “herdou” os Orixás do Candomblé trazido pelos escravos africanos. Na verdade, herdou os nomes, a imagem e as lendas, porque no Plano Espiritual, não existem religiões nem separações étnicas. Reconhecem-se apenas as diferentes faixas de vibração, que variam de acordo com a evolução. Isso quer dizer que os Orixás, seus princípios e sua atuação são os mesmos em qualquer lugar do mundo. Também vale dizer que todas as lendas são tão somente uma forma figurativa de se expressar determinadas diferenças ou semelhanças, ou ainda compatibilidades, de diferentes tipos de energia ou matéria. Os Orixás não brigam entre si ou com quem quer que seja, não têm ciúme, não castigam, não exigem roupas caras, comidas ou sacrifícios animais, não disputam a regência do ori (cabeça) de ninguém, não acirram ânimos ou alimentam desavenças, não fomentam guerras ou promovem vinganças, não têm vícios e defeitos próprios dos encarnados e desencarnados..

Quando fazemos uma “oferenda”, não estamos alimentando o Orixá; na verdade fazemos uma pequena e limitada manipulação de energia, num processo magista, utilizando elementos da natureza afins com determinada energia, com o intuito de alcançarmos determinado resultado, como por exemplo, a restauração de nosso equilíbrio vibracional.

Na Umbanda, identificam-se como sendo 7 os Orixás ou “Vibrações Originais” (termo usado pelo Caboclo Arapiaga / F. Rivas Neto), sendo eles:

OXALÁ — OGUM — OXÓSSI — XANGÔ — YEMANJÁ — YORI — YORIMÁ

Porém estes são os 7 Orixás / Vibrações Originais, existindo ainda Nanã, Ossâim, Oxumarê, Oxum, Obá e Iansã, merecedores de igual respeito.
Observamos ainda que adotamos, seguindo a orientação de nossos mentores espirituais, este setenário sagrado (Umbanda Exotérica) visto que a Umbanda não nasceu de uma codificação e existem diferenças quanto aos 7 Orixás considerados como as Vibrações Originais de terreiro para terreiro. Para citar alguns exemplos, pode-se observar em vez de Yori e Yorimá, Obaluaê e Oxum ou ainda Obaluaê e Linha do Oriente.