Yemanjá

Yemanja

Santuário Nacional da Umbanda

Yemanjá é a filha de Olorum, Deus único, é o Orixá do Mar. Do casamento de Oxalá e Yemanjá (O Casamento alquímico entre o Sol e a Lua) nasceram todos os demais Orixás.

Deusa das águas, mares e oceanos, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé (espelhinho) e pulseiras. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras.

Senhora da Água, Rainha do Mar, onde tudo é levado para ser purificado e depois devolvido. É também responsável pela atuação da energia da Lua em nosso planeta. Do mar também é que saem as maiores ondas energéticas que purificam e energizam nosso planeta.

As 7 Caboclas Principais Representantes da linha de Yemanjá:

— Cabocla YARA

— Cabocla ESTRELA DO MAR

— Cabocla do MAR

— Cabocla INDAYÁ

— Cabocla INHASSÃ

— Cabocla NANÃ-BURUCUN

— Cabocla OXUM

No Candomblé

Principais Qualidades

Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)

Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)

Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)

Yemoja Tuman/Aynu/Iewa

Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)

Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)

Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

Mitologia:

Filha de Olokun, Yemanjá nasceu nas águas. Teve três filhos: Ogum, Oxossi e Exu.

Conta a lenda que Ogum, o guerreiro, filho mais velho, partiu para as suas conquistas; Oxossi, que se encantara pela floresta, fez dela a sua morada e lá permaneceu, caçando; e Exú, o filho problemático, saiu pelo mundo.

Sozinha Yemanjá vivia, mas sabia que seus filhos seguiam seus destino e que não podia interferir na vida deles, já que os três eram adultos.

Comentava consigo mesma:

— Ogum nasceu para conquistar. É bravo, corajoso, impetuoso. Jamais poderia viver num lugar só. Ele nasceu para conhecer estradas, conquistar terras, nasceu para ser livre. Exú, que tantos problemas já me deu, nasceu para conhecer o mundo e dos três é o mais inconstante, sempre preparado surpresas; imprevisível, astuto, capaz de fazer o impossível, também nasceu para conhecer o mundo. Oxossi, meu querido caçula, bem que tentei prendê-lo a mim, mas no fundo sabia que teria seu destino. Ele é alegre, ativo, inquieto. Gosta de ver coisas belas, de admirar o que é bonito e é um grande caçador. Nasceu para conhecer o mundo também e não poderia segurá-lo…

Yemanjá estava perdida em seus pensamentos quando viu que, ao longe, alguém se aproximava. Firmou a vista e identificou-o: era Exú, seu filho, que retornara depois de tanto tempo ausente. Já perto de seu mãe, Exu saudou-a e comentou:

— Mãe, andei pelo mundo mas não encontrei beleza igual à sua. Na conheci ninguém que se comparasse a você!

— O que está dizendo, filho? Eu não entendo!

— O que quero dizer é que você é a única mulher que me encanta e que voltei para lhe possuir, pois é a única coisa que me falta fazer neste mundo!

E sem ouvir a resposta de sua mãe, Exú tomou-lhe à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, pois Yemanjá não poderia admitir jamais aquilo que estava acontecendo. Bravamente, resistiu às investidas do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exú “caiu no mundo”, sumindo no horizonte.

Caída ao chão, Yemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokun e ao Criador, Olorun. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo, dando origem aos mares.

Exú, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos Orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros, na corte.

Yemanjá que, deste modo, deu origem ao mar, procurou entender a atitude do filho, pois ela é a mãe verdadeira e considerada a mãe não só de Ogum, Exú e Oxossi, mas de todo o panteão dos Orixás.

Características dos filhos de Yemanjá

São imponentes, majestosos e belos, calmos, sensuais, fecundos, cheios de dignidade e dotados de irresistível fascínio (o canto da sereia), são voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm o sentido de hierarquia, fazem-se respeitar e são justos mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, não perdoam uma ofensa com facilidade e, se a perdoam, jamais a esquecem. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, dos tecidos azuis e vistosos, das jóias caras. Eles têm tendência para uma vida sumptuosa, mesmo se as possibilidades do quotidiano não lhes permitem um tal fausto.

As filhas de Yemanjá são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (Omulú). São possessivas e muito ciumentas. São pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, rigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis com certo luxo e requinte. São incapazes de guardar um segredo. Costumam exagerar nas suas verdades (para não dizer que mentem) e fazem uso de chantagens emocionais e afectivas. São pessoas que dão grande importância aos seus filhos, mantendo com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claros.

Nas grandes famílias, há sempre um filho de Iemanjá, pronto a envolver-se com os problemas de todos, e gosta tanto disso que pode revelar-se um excelente psicólogo. Fisicamente, os filhos de Iemanjá tendem à obesidade, ou a uma certa desarmonia no corpo. São extrovertidos e sabem sempre tudo (mesmo que não saibam).

Saudação: Ô DÔ IÁ
Ponto de Força: Mar
Sincretismo: N.Sra. da Conceição
Data Comemorativa: 08 de Dezembro
Dia da Semana: Sábado
Cor de vela: Azul Clara
Colar de contas: Azul Claro / Cristalino (transparente)
Ervas: Panacéia
Flores: Rosas Brancas
Oferenda: Manjar
Bebida: Champagne branca
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